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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

1º Capitulo – I Caught Myself


No dia 16 de Setembro de 2013, Bill decidiu que havia chegado o momento de morrer. Ao fim de uma vida de sucesso e fama, juntamente com o seu irmão gêmeo, Tom, e os seus dois amigos, Georg e Gustav, Bill, contráriamente aos restantes, decide por fim ao seu sonho, fim a uma vida que desejava, mas acabara por destrui-lo aos poucos. Vida de famoso.

Nessa mesma noite, num quarto de mais um hotel luxuoso, que o staff da banda fazia questão que estes se instalassem enquanto andavam em digressão, resolveu fazer da sua morte de maneira diferente, contráriamente a outras caras conhecidas, que desapareciam e morriam por ai, ou atiravam-se de prédios ou pontes abaixo. Bill resolveu morrer da forma menos dolorosa, ou pelo menos pensava ele que era. Por isso arrumou o seu quarto de hotel, desligou o ar-condicionado, tomou um relaxante duche, vestiu-se, lavou os dentes e deitou-se.

Da sua mesa de cabeceira, tirou as suas quatro caixas de comprimidos para dormir, que tinha pedido ao staff da banda com a desculpa que andava com insónias. Ao invés de amassá-los e misturá-los com água, resolveu tomá-los um a um, já que existe uma grande distância entre a intenção e o acto, e Bill queria estar livre para se arrepender a meio do caminho, uma coisa que era quase impossivel, mas mesmo assim nunca se sabe. No entanto a cada comprimido que engolia, sentia-se mais convencido, e ao fim de cinco minuto, as caixas já estavam vazias.

Como não sabia exactamente quanto tempo ia demorar a perder a consciência, deixara em cima da cama uma revista portuguesa, que também existia na Alemanha, Bravo, edição daquele mês, recém-chegada ao hotel.Embora não tivesse grande interesse em revistas de adolescentes, ao folhear descobrira um artigo sobre a sua banda, os Tokio Hotel. Enquanto esperava a sua morte, Bill começou a ler o artigo. Do pouco Português que percebe Bill, consegui perceber que o artigo era sobre ele e a suposta homosexualidade. Havia fotografias dele com o seu grande amigo modelo, Mikhail, também este Alemão, no dia em que tinham ido á inaugoração do Starttis juntos, pois ambos não tinham companhia.Mas segundo a revista não era só um encontro de amigos.

Para sua supresa, porém, a primeira linha do texto tirou-o da sua passividade natural (os calmantes ainda não se tinham dissolvido no seu estômago, mas Bill já era passivo por natureza), e fez com que pela primeira vez na sua vida, considerasse como verdadeira uma frase que estava muito em moda entre os seus amigos “Nada neste mundo acontece por acaso.”

Porquê aquela primeira linha, justamente num momento em que tinha começado a morrer? Qual a mensagem oculta que aquele artigo, devia transmitir, se é que existe mensagens ocultas ao invés de coincidências?

Sob uma fotográfia de Bill e Mikhail, a jornalista começava o artigo perguntando “ Será está a apresentação oficial do namorado de Bill Kaulitz?”

“Que pergunta mais estupida, ele é só um amigo, eu não sou homosexual”, pensou. “Será dificil de perceber isso depois de eu próprio o dizer.”

Deixou a revista de lado, mão lhe interessava agora ficar indignado com um mundo que ignorava por completo a verdade a seu respeito, não acreditava na sua palavra e insistia em inventar mentiras a seu respeito, só porque nunca fora visto com uma namorada. Era altura de ter orgulho em si mesmo, saber que fora capaz, finalmente tivera coragem, deixava esta vida: que alegria! E fazia-o da maneira com que sempre sonhara, através de comprimidos, que não deixavam marcas.

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